26.3.09

8° SARAU DA ADEMAR



05 de Abril de 2009



Domingo - a partir das 16h




Nakasa Rock MPB Bar


R. Publio Pimentel, 65 - Cidade Ademar - Tel 5622-4410
(altura do 3850 da Av. Cupecê)


ENTRADA FRANCA


PARTICIPE E TRAGA SUA ARTE!!


** PALAVRA, PODER PARA O POVO **

25.3.09

Macho (herança)

Em cada palavra desse instante
Uma voz grita alto
quer ser importante
Quer olhar para o mundo e dizer, venci
Quer encarar os seus e dizer, consegui
E ao final do ato,
olhar para o império conquistado
sem pudor dizer:
se ofendi, explorei ou subtraí
não sou culpado
Porque sempre joguei com as regras
Desse mundo que me foi herdado

Assim, aqui se faz,
Assim, aqui se morre
Sem culpa
Ou a culpa está na sorte?

Acontece que não é sorte
Se essa herança é maldita
ignoro e sigo a vida
Até que num repente
Sou afetado
Passo a vítima da minha própria anemia
de alienação, trabalho e morte

No mercado de almas
sou pago para abanar o rabo
Grato por ser escravizado
normalizado,
assalariado,
manipulado
Cinco dias confinado
um pra concertar o telhado
no outro, ficar embriagado

Nesse mundo herdado,
me torno homem
me torno macho
E já que tenho um dono
também quero ser dono
de uma infeliz ao meu lado

Minha insegurança fere
sangra, machuca
Uso da força bruta
Assim aprendi com os genes do meu passado

Nesse mundo herdado
Não sou livre,
sou pago,
domesticado
Por isso quero uma mulher assim
onde eu compre a sua labuta
comida na mesa,
casa limpa, criança trocada
Uma mulher que não estude
Que não me supere
Que me espere
Que não reclame
Que eu silencie
Que não sonhe acordada
Que durma serena
Depois de uma noite mal saciada

Mas as regras do tempo
não são as que eu conheço
Em outro instante adormeço
Acordo só
coberto de pó
de um tempo desperdiçado

E na solidão percebo
que a minha tradição
meu egoísmo
agora é o meu desconsolo
meu castigo

Me vejo frente a um novo começo
Amar uma mulher
Sem que eu seja carrasco do desejo
Pleno de paixão e liberdade
Sem mordaças, nem vaidade
Lado a lado
como uma unidade
Pra romper com essa herança
de um mundo sem esperança
E viver essa tal igualdade


Cláudio Dongo
8 de março de 2009

13.3.09

Dia Internacional da Mulher

Veja no link as fotos do Ajoelhaço no Cooperifa na quarta 11/03 e a participação das meninas do Sarau da Ademar na Marcha do dia 8 de março, em SP.




















http://picasaweb.google.com.br/saraudaademar/DiaInternacionalDaMulher?feat=directlink

3.3.09

7º SARAU DA ADEMAR - 15/03 - 16H



15 de Maço de 2009 - Domingo - a partir das 16h


PELA IGUALDADE E RESPEITO À MULHER


Nakasa Rock MPB Bar


(altura do 3850 da Av. Cupecê)


ENTRADA FRANCA
PARTICIPE E TRAGA SUA ARTE!!

** PALAVRA, PODER PARA O POVO **

17.2.09

Sérgio Vaz

recebemos a visita do poeta Sérgio Vaz do Cooperifa no nosso sarau do dia 15/02.
veja o comentário feito por Sérgio Vaz em seu blog http://colecionadordepedras.blogspot.com/2009_02_01_archive.html

Valeu!
Sérgio Vaz

16.2.09












LANÇAMENTO LIVRO LAGRIMA TERRA


























































































































































































Neste link você pode conferir as fotos da última e de todas as edições anteriores

do Sarau da Ademar.










































9.2.09


6° SARAU DA ADEMAR

15 fevereiro 2009 - Domingo - a partir das 16h

POETAS PARTICIPANTES:
Agatha
André Pereira
Ane
Brunão
Charles
Cidinha
Daniel Fagundes
Daniel Alexandrino
Dill
Dongo
Drix
Edilene
Eliana e Paulo
Gaby
Homero
João Paulo
Júlio César
Juma
Jurema
Lids
Ligia
Lu
Luciana
Mano Neo
Marceli
Marilia Gabriela
Miguel Carvalho
Paulinho
Renata Dias
Renato
Serginho
Sérgio Vaz
Seu Lourival
Silvana
Teco
Timba
Will
Yolanda
** PALAVRA, PODER PARA O POVO **

3.2.09

Fotos do último SARAU DA ADEMAR


Neste link você pode conferir as fotos desta e de todas as edições anteriores do Sarau da Ademar.

http://picasaweb.google.com/saraudaademar

29.1.09

Escrito por José Saramago e outros intelectuais

Não é uma guerra, não há exércitos se enfrentando. É uma matança.Não é uma represália, não são os foguetes artesanais que voltaram a cair sobre o território israelense, mas uma campanha eleitoral que desencadeou o ataque.Não é uma resposta ao fim de uma trégua, porque durante o tempo em que a trégua estava vigente, o exército israelense endureceu ainda mais o bloqueio sobre Gaza e não deixou de levar adiante mortíferas operações com a cínica justificativa de que seu objetivo era atingir membros do Hamas. Por acaso ser membro do Hamas tira a condição humana de um corpo desmembrado pelo impacto de um míssil e o suposto assassinato seletivo da condição de assassinato? Não é uma violência que fugiu ao controle. É uma ofensiva planificada e anunciada pela potência invasora. Um passo a mais na estratégia de aniquilação da resistência da população palestina, submetida ao inferno cotidiano da ocupação da Cisjordânia e Gaza, assediada pela fome e cujo último episódio é esta carnificina que neste dias ocupa nossos televisores em meio a mensagens amáveis e festivas de ano novo.Não é um fracasso da diplomacia internacional. É mais uma prova da cumplicidade com Israel. E não se trata somente dos Estados Unidos, que não é referência moral e nem política, mas sim parte de Israel neste conflito; trata-se da Europa, da decepcionante debilidade, ambigüidade e hipocrisia da diplomacia européia. O mais escandaloso que se passa em Gaza é que tudo isto pode passar sem que nada de mais aconteça. Não se questiona a impunidade de Israel. A violação continuada das leis internacionais, dos termos da Convenção de Genebra e das normas mínimas de humanidade não têm conseqüências.Mas, muito pelo contrário, tudo indica que se premia Israel, com acordos comerciais, como propostas para a sua entrada na OCSE, e que desta imoralidade resultam frases de alguns políticos dividindo as responsabilidades igualmente entre as partes, entre ocupante e ocupado, entre quem agride e quem é agredido, entre o carrasco e a vítima. Como é indecente esta pretendida eqüidistância, que equipara o oprimido com o opressor. Esta linguagem não é inocente. As palavras não matam, porém ajudam a justificar os crimes e a cometê-los.Em Gaza está se cometendo um crime. E há tempos está sendo cometido ante os olhos do mundo. E ninguém poderá dizer, como em outros tempos se disse na Europa, que não sabíamos.

José Saramago, Laura Restrepo, Teresa Aranguren, Belén Gopegui, e outros.

14.1.09

Toda semente pede tempo para germinar.
Assim também acontece nos domínios da alma.
Nunca devemos desistir de semear o bem, porque os resultados não se façam imediatos aos nossos olhos.
Saibamos esperar com paciência.
No momento justo, as sementes que houvermos lançado no solo dos corações haverão de produzir frutos sazonados.
Semeemos compreensão e alegria, paz e coragem, perdão e amor ...
É da Lei que cada semente produza segundo a sua própria espécie.
Mais cedo ou mais tarde, a vida restituir-nos-á, centuplicadamente, o que houvermos ofertado.
Prossigamos no trabalho pela felicidade daqueles que mais amamos, aceitando-os como são, na certeza de que eles saberão entender e corresponder aos nossos zelos e atitudes, no tempo justo


Luciete