29.1.09
Não é uma guerra, não há exércitos se enfrentando. É uma matança.Não é uma represália, não são os foguetes artesanais que voltaram a cair sobre o território israelense, mas uma campanha eleitoral que desencadeou o ataque.Não é uma resposta ao fim de uma trégua, porque durante o tempo em que a trégua estava vigente, o exército israelense endureceu ainda mais o bloqueio sobre Gaza e não deixou de levar adiante mortíferas operações com a cínica justificativa de que seu objetivo era atingir membros do Hamas. Por acaso ser membro do Hamas tira a condição humana de um corpo desmembrado pelo impacto de um míssil e o suposto assassinato seletivo da condição de assassinato? Não é uma violência que fugiu ao controle. É uma ofensiva planificada e anunciada pela potência invasora. Um passo a mais na estratégia de aniquilação da resistência da população palestina, submetida ao inferno cotidiano da ocupação da Cisjordânia e Gaza, assediada pela fome e cujo último episódio é esta carnificina que neste dias ocupa nossos televisores em meio a mensagens amáveis e festivas de ano novo.Não é um fracasso da diplomacia internacional. É mais uma prova da cumplicidade com Israel. E não se trata somente dos Estados Unidos, que não é referência moral e nem política, mas sim parte de Israel neste conflito; trata-se da Europa, da decepcionante debilidade, ambigüidade e hipocrisia da diplomacia européia. O mais escandaloso que se passa em Gaza é que tudo isto pode passar sem que nada de mais aconteça. Não se questiona a impunidade de Israel. A violação continuada das leis internacionais, dos termos da Convenção de Genebra e das normas mínimas de humanidade não têm conseqüências.Mas, muito pelo contrário, tudo indica que se premia Israel, com acordos comerciais, como propostas para a sua entrada na OCSE, e que desta imoralidade resultam frases de alguns políticos dividindo as responsabilidades igualmente entre as partes, entre ocupante e ocupado, entre quem agride e quem é agredido, entre o carrasco e a vítima. Como é indecente esta pretendida eqüidistância, que equipara o oprimido com o opressor. Esta linguagem não é inocente. As palavras não matam, porém ajudam a justificar os crimes e a cometê-los.Em Gaza está se cometendo um crime. E há tempos está sendo cometido ante os olhos do mundo. E ninguém poderá dizer, como em outros tempos se disse na Europa, que não sabíamos.
José Saramago, Laura Restrepo, Teresa Aranguren, Belén Gopegui, e outros.
14.1.09
9.1.09
6.1.09
8.12.08
4º Prêmio Cooperifa - 10/12/2008
para saber mais detalhes dá uma olhada no blog do Sérgio Vaz e deixe lá o seu comentário.

Beijos!
Ane
http://colecionadordepedras.blogspot.com/2008_12_01_archive.html
3.12.08
4º SARAU - Domingo (14/12/2008)
O quarto Sarau da Cidade Ademar foi, na definição de alguns, emoção a flor da pele. Emoção de compartilhar sentimentos, verdades e vontades tal como um abraço apertado que insurge de dentro de cada um como oferenda a todos. É dessa vontade de querer abraçar com palavras não só a nossa quebrada, que abraçamos o mundo a nossa volta. A poesia que agora flui em nossas veias literárias periféricas que transforma, desaparece com preconceitos, rediscute valores e principalmente une pessoas com interesses coletivos. Na guerra contra a individualidade, estamos ganhando!
Na mesma medida foi a coroação de um grande acerto em nossas vidas neste ano que deixamos pra traz, mas que será lembrado por todas e todos como o início de algo verdadeiro, que a partir de agora ocupa o centro de nossas vidas com generosidade, respeito e atitude. A transformação que agora acontece é semente plantada, é presente pras nossas vidas e tal como nosso belo cartaz sugere, é tarefa por vezes árduas de regá-la e fertilizá-la pros anos que virão. São tantos que chegaram juntos, alguns rompendo a timidez do começo e depois se lançando, seja na organização ou simplesmente na “versação”, outros somando, multiplicando e divulgando, mas todos torcendo por algo pra chamar de nosso. Aliás é tudo nosso e se não for “nóis” toma.
Aos que participaram de cada uma das edições do Sarau, nossos votos de ano novo, são também votos de vida nova, mais justa, fraterna e solidária. Vida longa ao Sarau da Cidade Ademar e a cultura independente e periférica. Porque para nós a periferia é o centro e a palavra é poder para o povo!
Cláudio ‘Dongo’
Relação dos poetas que participaram do 4° Sarau da Ademar (14/12/08), em ordem alfabética:
Ane
Biju
Camila
Cassinha
Claudinha
Daniel
Dinho Cabeça
Dongo
Drix
Edilene Santos
Epifânio
Felipe
Gabriela
Homero
Jefferson
Juliana
Juma
Juninho
Ligia
Maria Emília
Miguel Carvalho
Paulinho
Pedro Gracia
Renata Dias
Renato Cândido
Roberto Ferreira
Sei Lourival
Seu Jorge
Silvana
Teco
TImba
Yolanda
11.11.08
5.11.08
Comentários sobre o Sarau da Ademar (Internet afora!)
Dos manos do Hip Hop...
http://renatovital.blogspot.com/2008/09/sarau-da-ademar.html
Valeu pela força manos do Hip Hop! Poder Para o Povo Negro!
Da mana Cassinha...
http://cafegorki.blogspot.com/2008/10/ol-galera-apreciadora-de-arte-aqui-vai.html
...e de um mano da Cassinha...
http://desonradospoetas.blogspot.com/2008/10/dica-de-evento-na-periferia-de-so-paulo.html
Valeu pela força Cass e mano da Cass!!!!
